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Soja: Chicago começa semana com novas altas nesta 2ª e próximo das máximas desde meados de novembro

Os preços da soja sobem nesta segunda-feira (16) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h15 (horário de Brasília), subiam enrtre 8,50 e 9 pontos nos principais contratos, com o janeiro sendo cotado a US$ 9,16 e o março, US$ 9,30 por bushel. 

A agenda do mercado está cheia de novas notícias e o mercado aproveita o momento para um reposicionamento e a consolidação de alguns bons patamares. O maio/20, importante referência para a safra brasileira, tinha US$ 9,44. As cotações seguem próximas de suas máximas desde meados de novembro. 

Nas informações que o mercado acompanha estão o recente consenso firmado entre China e EUA para a fase um do acordo comercial, o aumento das retenciones na Argentina pelo governo Alberto Fernández e o desenvolvimento da nova safra da América do Sul. 

“O sentimento é de que podemos ter um chamado rali tradicional de “Papai Noel”, agora que a China e EUA anunciaram oficialmente – mas ainda não assinaram -, um acordo comercial denominado “Fase 1″ na atual guerra comercial. Os traders parecem estar controlando a euforia após experiências frustradas nos últimos 48 meses, mas ao mesmo tempo acreditam que a notícia é altista e que veremos a China comprando mais soja americana livre de tarifas”, diz Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

Ainda como explica o executivo, essa poderia ser, de fato, uma notícia um tanto complicada para as exportações brasileiras, apesar de o Brasil estar consolidado como o maior exportador mundial da oleaginosa. Além disso, Cachia diz ainda que “nossos vizinhos argentinos decidiram nos dar uma mão, aumentando neste final de semana as taxas sobre exportações do complexo soja para 30% e de milho para 12%”.

E nesta segunda-feira, atenção ainda aos relatórios de embarques semanais de grãos dos EUA pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o mensal de esmagamento de soja no país, pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA).

Fonte: Notícias Agrícolas