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Por que o agronegócio deve investir cada vez mais em Pesquisa e Desenvolvimento?

Já não é mais novidade que os agricultores e pecuaristas têm uma margem de lucro curta. Para não ficarem no vermelho, é essencial que compreendam como funcionam os seus negócios e tenham um registro de receitas e despesas da fazenda, de forma a organizarem melhor o estabelecimento rural. Mas não é só isso: é preciso que estejam preparados para lidar com fatores externos que não podem ser controlados, como as variáveis de clima, mercado e valores de insumo.

Como existe uma certa questão global de definição de preços, os produtores têm que tentar ser mais eficientes para contornar situações adversas. Adotar tecnologias que aumentam a precisão e a acurácia das tomadas de decisões é o caminho para isso. Ou seja: é necessário que o agronegócio invista em Pesquisa & Desenvolvimento para garantir a evolução do setor. E apostar em P&D nada mais é que buscar soluções que atendam a demanda do mercado e desenvolver dispositivos que tenham como proposta otimizar os resultados da propriedade.

Em relação à agricultura no Brasil, o ramo de Pesquisa & Desenvolvimento é bem avançado. Em contrapartida, na pecuária ainda estamos atrasados, principalmente pela falta de soluções economicamente acessíveis aos criadores de gado. Além disso, nenhum profissional do campo escolhe as suas tecnologias apenas por serem bonitas, por exemplo. Comprovar que elas protegem o meio ambiente, mantêm os animais saudáveis e dão lucro aos produtores ainda é um grande desafio.

O agronegócio brasileiro melhorou muito devido à qualificação das pessoas. A pós-graduação é necessária para a contratação no setor, mas as empresas estão cada vez mais exigentes na seleção do seu time P&D: existem diversos casos de funcionários que são incentivados pelas instituições a fazerem mestrado e doutorado, além de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que inserem mestres e doutores no setor privado.


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Fonte: Marcelo Ribas