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Credibilidade chinesa é afetada e Brasil poderá atrair investidores

A “coronacrise” provou que é arriscado concentrar a produção em apenas um país

Conhecida por ser um país à frente do seu tempo, a China sempre disputou a liderança econômica mundial sem medir esforços. Enquanto países ocidentais se planejam em décadas, a milenar província pensa em séculos. A história mostra isso.

A ousadia está no DNA daquele país. Os chineses acreditavam se tornar o centro do mundo, mas no final da década de 70, o comunismo era responsável pela economia fechada e um dos países mais pobres do planeta, com alto índice de fome e ampla falta de desenvolvimento.



Então o Líder Político da República Popular da China (1978 e 1992), Deng Xiaoping, assumiu o país e introduziu diversas medidas que caracterizaram a reforma econômica, a “segunda revolução”, como ele dizia, responsável pela completa transformação do país. Nesta época decidiu abrir um pouco a economia Xing Ling. Muitos empreendedores do Ocidente, de olho na mão-de-obra barata e no enorme mercado consumidor, não titubearam em instalar lá suas fábricas. Iniciava-se a transformação.

Apesar do ano passado o país ter reduzido seu crescimento para o menor índice em 29 anos, dados mostram que a segunda maior economia do mundo terminou o ano em um ritmo mais firme à medida que as tensões comerciais diminuíram nos últimos dias de 2019.

Diante de tantas outras pandemias e pragas “Made in China”, o mundo percebeu que não pode concentrar toda a sua produção em apenas um local, por mais “vantajoso” que se possa parecer. Assim, o Brasil é um forte candidato a ser beneficiado ao atrair investidores e devido a sua proximidade com mercados ocidentais e cultura parecida.

As vantagens do Brasil todos nós já sabemos, mas vale destacar nosso tamanho continental, de clima favorável aliado à força do agronegócio verde-amarelo, com povo criativo e trabalhador. Ampla reserva hídrica, sem catástrofes naturais e grande capacidade de escoamento por meio de seus portos, dentre ínumeras vantagens para a atração de investidores.

Por Ralph Wagner Marek – Engenheiro de Produção Agroindustrial

Fonte: Foco Rural