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Covid-19: vírus pode ser transmitido por alimentos?

Muitos consumidores têm associado o consumo de alimentos de origem animal, principalmente das carnes, à contaminação do Covid-19. Não há nenhuma evidência a esse respeito. A Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (European Food Safety Authority – EFSA), quando avaliou esse risco em outras epidemias causadas por vírus da mesma família, concluiu que não houve transmissão por alimentos.

As dúvidas sobre a possível transmissão do coronavírus por alimentos foram esclarecidas pela professora Aline Cesar, do departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

De acordo com a professora, o vírus [Covid-19] é do tipo RNA, ou seja, esse vírus precisa do mecanismo de transcrição genética em um ser vivo. “Ele vai usar o mecanismo de um organismo vivo para expressar os genes e as proteínas que precisa, e então poder se multiplicar”, explicou a docente.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o comportamento do novo coronavírus deve ser semelhante aos outros tipos da mesma família. Assim sendo, ele precisa de um hospedeiro —animal ou humano— para se multiplicar. Além disso, esse grupo de vírus é sensível às temperaturas normalmente utilizadas para cozimento dos alimentos (em torno de 70ºC).

“Em relação aos alimentos, eles são organismos mortos. Mesmo em alimentos de origem animal, não possuem esse mecanismo em funcionamento, sendo assim, o coronavírus não consegue se multiplicar nesses alimentos”.

Aline ainda fez questão de lembrar sobre a importância da higienização dos alimentos, bem como o cozimento adequado para que seja consumido com segurança.

O fato é que o vírus pode persistir por poucas horas ou vários dias, a depender da superfície, da temperatura e da umidade do ambiente, mas é eliminado pela higienização ou desinfecção. Assim sendo, uma das estratégias mais importantes para evitar a exposição é redobrar os cuidados com a higiene. Os cuidados básicos na manipulação de alimentos previnem, aliás, uma série de outras doenças.

Fonte: Foco Rural com informações de Esalq