Domingo, 24 de Junho de 2018
Sucroenergético
As diferenças do processo de fabricação de etanol de milho e de cana
24/07/2017
A usina de cana-de-açúcar não precisa implantar outra destilaria para fabricar o etanol de milho, já que é possível aproveitar metade dos equipamentos sem haver duplicidade no processo. É o que afirma Henrique Amorim, presidente da Fermentec. “Dessa forma, você reduz quase pela metade o investimento que precisaria ser feito e, ao mesmo tempo, produzirá muito mais etanol.

Com uma tonelada de milho, é possível produzir 400 litros de etanol, enquanto que uma tonelada de cana produz entre 80, 90 litros.” Segundo o executivo, em um cenário mundial em que não se admitem desperdícios, as usinas “flex” passam a ter papel fundamental.

De acordo com Amorim, o processo para fabricação de etanol de cana é mais simples. “Basta passar a cana pela moenda e o difusor, e então o caldo com o açúcar poderá ser fermentado diretamente”, diz, acrescentando que “para se obter uma eficiência maior é necessário concentrar o caldo, a fim de se trabalhar com uma riqueza de etanol mais alta”.

Já para se fabricar etanol de milho, Amorim explica que, primeiro, é necessário triturar o grão e colocá-lo em água quente para extrair o amido, que será o açúcar a ser fermentado. “Contudo, este amido não é fermentável como o açúcar da cana. Logo, é preciso hidrolisá-lo, ou seja, quebrar suas moléculas com o uso de enzimas”, ressalta o especialista.

Na sequência é necessário adicionar as leveduras para fermentá-las com mais uma enzima. “O custo de fabricação do etanol de milho comparado com o da cana é maior, já que duas enzimas são utilizadas no processo. Porém, a diferença fica entre 10 a 15% no máximo, mas com a saca de milho sendo negociada entre R$ 15 a R$ 18, a produção de etanol de milho se torna muito viável, pois essa diferença praticamente desaparece”, salienta Amorim.

DDG
Nos Estados Unidos, o DDG (sigla em inglês para grão de destilaria seco) é um derivado do etanol de milho de elevado valor proteico utilizado há muitos anos como insumo destinado à fabricação de ração animal, entre outras aplicações agroindustriais. Segundo Amorim, os norte-americanos ganham mais dinheiro com o DDG do que com o etanol em si. “A tendência é que o mesmo ocorra por aqui, com destilarias e confinamentos podendo ser implantados lado a lado.”

O avanço do etanol de milho no País será um dos temas da 17ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol, que acontece em novembro em São Paulo (SP).

FONTE: Esalq
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