Sábado, 21 de Abril de 2018
Pecuária
Tripanossomose: 5 fatos sobre a doença que prejudica os rebanhos bovinos
20/07/2017
Nos últimos anos, a doença se espalhou pelo país de forma silenciosa e gera cada vez mais prejuízos para os pecuaristas.

A tripanossomose é uma das doenças que mais prejudica os rebanhos bovinos, gerando queda na produção de leite e de carne. O primeiro caso da enfermidade foi registrado no Brasil em 1946, de acordo com a Ceva Brasil, empresa de saúde animal. Nos últimos anos, a doença vem se espalhando pelo país de forma silenciosa e trazendo grandes prejuízos aos rebanhos, incluindo surtos de mortes mesmo em animais adultos e bem nutridos. Entenda como a tripanossomose age e saiba como manter o rebanho protegido.

1 – A causa da doença
A tripanossomose é causada por um protozoário do gênero Trypanosoma, mais especificamente Trypanosoma Vivax, que infecta a corrente sanguínea dos animais e multiplicando-se rapidamente de forma a danificar as hemácias.

2 – Os principais sintomas
A doença é um grande problema porque apresenta sintomas difusos, que podem ser confundidos com outras enfermidades. De acordo com a Ceva Brasil, a tripanossomose é uma doença silenciosa que se espalha sorrateiramente causando severa anemia, hipertermia, danos neurológicos, ataxia, tremores, imunossupressão, entre outros sintomas que podem levar os animais a óbito em um curto período de tempo.

3 – Evite a transmissão
A enfermidade é transmitida naturalmente no Brasil pelo mosquito da espécie mutuca e pela mosca dos estábulos. Outro meio importante de transmissão da enfermidade é por meio do compartilhamento de agulhas, principalmente durante múltiplas aplicações de ocitocina durante a ordenha.

Essa prática coloca o parasita diretamente na corrente sanguínea do animal, o que diminui o período de incubação e causando um rápido desenvolvimento do quadro infeccioso e em muitos casos a morte do animal. “Quando o contágio ocorre dessa forma, os sintomas se manifestam em menos de uma semana”, afirma Rudsen Pimenta, gerente de marketing unidade de ruminantes da Ceva Brasil.

4 – Como controlar a doença
A compra de animais de regiões endêmicas pode ser estimular o surgimento de casos da doença no rebanho. Por isso, para evitar o problema é indicado que novos animais passem por uma quarentena e fiquem isolados do resto do rebanho até que a contaminação por tripanossomose seja descartada. O pecuarista também deve ter cuidado com o manejo dos animais. “Medidas simples de biossegurança, como o uso de agulhas individuais para cada animal ajudam a prevenir surtos da doença”, explica o gerente Rudsen Pimenta.

5 – Diagnóstico na hora certa
Identificar a doença antes que os sintomas se agravem é um dos grandes desafios enfrentados pelos produtores. “Por apresentar uma sintomatologia semelhante a outras enfermidades, muitos produtores ainda têm dificuldade de diagnosticar a Tripanossomose em seu início e isso faz com que o quadro do animal piore rapidamente e aumentem as chances do aparecimento de sequelas em órgãos vitais como o fígado e o coração, lesões que podem irreversivelmente comprometer a saúde e o desempenho zootécnico do animal para o resto da vida”, afirma Pimenta.
FONTE: SF Agro
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