Sexta-Feira, 19 de Outubro de 2018
Suínos
Uso de resíduos da fabricação de acerola na alimentação de suínos diminui teor de gordura da carne
20/09/2016
Todo ano são processadas no Brasil 32 mil toneladas de acerola (Malpighia punicifolia) para a fabricação de suco, polpa e extrato. Desse total, sobram cerca de 6,5 mil toneladas de resíduo, composto por casca, sementes, restos de polpa e algumas folhas, que tem pouco aproveitamento. Segundo pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), esse material poderá ser usado, na forma de farelo, na alimentação de suínos, tornando a carne dos animais mais light, com menor teor de gorduras que contribuem para aumentar o colesterol de quem a consome. A acerola aumenta os níveis de ômega 3 na carne, substância que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. As conclusões são de um estudo desenvolvido pelo zootecnista Fabrício Rogerio Castelini no seu doutorado na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, do campus de Jaboticabal, da Unesp, sob orientação da professora Maria Cristina Thomaz.

O projeto de pesquisa tinha como principal objetivo a busca de alimentos alternativos, ricos em fibra, para serem fornecidos aos suínos durante a fase de terminação – quando seu peso vai de 70 a 130 quilos (kg). Nesse período o animal não pode consumir uma dieta muito energética porque o excesso resulta no acúmulo de gordura, o que prejudica a carne. “Normalmente, o fornecimento de alimentos ricos em fibra, no caso o farelo de acerola, faz os animais comerem apenas o necessário para encher seu estômago e saciar a fome”, explica Castelini. “Esse processo é chamado de restrição alimentar qualitativa.” Ele realizou dois experimentos para avaliar os resultados da inclusão do farelo de acerola na dieta dos suínos. Inicialmente, determinou-se a composição química e os valores nutricionais do ingrediente. Depois, procurou-se estimar o efeito da inclusão da acerola em diferentes teores – em 9%, 18% e 27% do total da dieta formada normalmente por milho e farelo de soja – sobre o desempenho, a digestibilidade das dietas e as características das carcaças. “Nesse experimento, também avaliamos a qualidade da carne, os pesos dos órgãos do sistema digestivo e os indicadores de retorno econômico”, afirma.

O resultado mais importante, segundo Castelini, foi a melhora qualitativa do lombo suíno em relação à composição dos ácidos graxos. O ácido graxo ômega 3, que possui ação preventiva contra problemas cardíacos, teve seus níveis aumentados em 21,74% nos animais que consumiram os maiores teores de farelo de acerola. Já os ácidos graxos saturados são considerados hipercolesterolêmicos, ou seja, aumentam o colesterol, dos quais os mais perigosos são o mirístico, o palmítico e o láurico. “Com a inclusão de 27% de farelo de acerola na dieta, observamos redução de 7,63% do primeiro e de 5,02% do segundo, e o láurico permaneceu no mesmo nível”, informa o pesquisador. “Esses ácidos estão relacionados com o desenvolvimento de mudanças degenerativas nas paredes das artérias e seu consumo em demasia pode provocar doenças cardiovasculares.”

Clique aqui para ler a matéria completa.
FONTE: Fapesp
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