Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018
Agroindústria
Agroindústrias familiares fazem sucesso na Fecolônia
13/09/2016
Com mercado garantido, o segmento da agroindústria familiar esbanjou vitalidade durante a Feira Estadual da Agroindústria Colonial (Fecolônia), realizada de 09 a 11 de setembro, em Panambi. Em três dias, as vendas de produtos coloniais, artesanato e flores somaram R$ 133,1 mil. Em sua oitava edição, a Fecolônia se consolida como um evento de negócio e cultura, sendo prestigiada por um público aproximado de oito mil pessoas. "Estamos crescendo muito e o futuro deste segmento é muito promissor", disse o prefeito Miguel Schmitt-Prym.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, no ano passado, as vendas alcançaram a marca dos R$ 150 mil. No entanto, havia um dia a mais de feira, por isso, proporcionalmente, este ano a feira foi mais lucrativa para os 56 expositores. "A agroindústria é nossa principal atividade, desde 2000, ela deslanchou", disse Cláudio Girardi, proprietário da Embutidos Girardi.

"Sem dúvida, se não fosse a agroindústria não estaríamos tão bem", disse o dono da Camponês, Edemir Valsoler. Há quatro anos com o negócio de produzir queijos, Valsoler aproveita feiras como a Fecolônia, Expointer (Esteio) e Expodireto (Não-Me-Toque), para divulgar a marca e fidelizar o cliente. "Eles me procuram na feira. Isto é prazeroso, alguém reconhecer o teu trabalho", concluiu Valsoler.

Jovens principiantes, como Andréia Prant, de 22 anos, também confiam no produto que colocam no mercado. "Espero vender umas 115 dúzias", vislumbrou a jovem no primeiro dia da Fecolônia. Com 550 galinhas, criadas soltas, a jovem alcança uma produção de 25 dúzias ao dia. Além da renda, Andréia tem outro bom motivo para prosperar. Seus dois irmãos, de 11 e 18 anos, projetam nela a imagem bem-sucedida que eles gostariam de ter futuramente.

Investimento
Para além da embalagem impecável e Boas Práticas de Fabricação está o incentivo de leis municipais e estaduais. Com legislação avançada em relação aos demais Estados brasileiros - o Rio Grande do Sul é o único a permitir a venda vinculada à inscrição estadual do produtor, sem necessidade de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) -, o Governo gaúcho concentra seus esforços no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF). O Programa, que é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e executado pela Emater/RS-Ascar, contabiliza 2.447 agroindústrias. "A SDR está envolvida na locação da infraestrutura da Fecolônia", lembrou o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Carlos Turra.

Lições
Em momentos de crise, é possível apreender algumas lições dos agricultores. Mão de obra familiar reduz a necessidade de contração massiva de pessoal; contas na ponta do lápis dão mais segurança e cautela em relação ao mercado e finanças da agroindústria; os gastos são ajustados com os ganhos; inovação; divulgação do produto; associativismo.
FONTE: Emater/RS-Ascar
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