Terça-Feira, 19 de Junho de 2018
Piscicultura e Aquicultura
Carpa é a principal espécie cultivada no RS
30/08/2016
No Rio Grande do Sul existem cerca de 50 mil piscicultores e uma produção anual de 17 mil toneladas de peixes, resultando em uma produção média de 850 quilos por hectare. O cultivo das diferentes variedades de carpas, segundo dados da Emater/RS-Ascar do ano de 2015, torna a espécie responsável por 80% do peixe produzido no Estado. Com base nessas informações, a Instituição apresenta na 39ª Expointer, na parcela da piscicultura, o cultivo semi-intensivo de policultivo de carpas.

No local destinado à temática é exibido um aquário de 200x100cm com carpas das espécies capim, húngara, cabeça grande e prateada, que possuem um custo de produção menor. Segundo o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Higor Barcelos, a densidade de população corresponde a um peixe a cada quatro metros quadrados de lâmina d’água. “O viveiro ideal para o cultivo de peixes deve ser 40 metros de comprimento por 10 de largura para facilitar o manejo. Já a profundidade deve ser, no máximo, de 1,2 metros o que possibilita a entrada de luz até o fundo, contribuindo na produção de alimento natural, o que é ideal para a piscicultura”, explica.

Sobre o povoamento do viveiro, o extensionista recomenda que 35% da população de carpas sejam com espécies capim; 35% de húngara; 15% de cabeça-grande e 15% da prateada. “Assim elas não competem por alimento”, ressalta Barcelos. Já sobre a coloração esverdeada da água do aquário, o técnico explica que a mesma indica fartura de alimento natural. “Essa condição é ideal para o bom desenvolvimento dos peixes, pois caracteriza a formação de plâncton que auxilia na produção de oxigênio que é dissolvido na água”. Além das carpas, no RS ainda são cultivadas as espécies tilápia, representando 12% da produção total do Estado, seguidas por jundiás, que representam 4%.

Além do policultico semi-intensivo de carpas é possível observar no espaço a desinfecção do viveiro por meio da utilização de cal virgem. A técnica, realizada após a despesca, quando o viveiro está vazio, e antes da introdução de novos alevinos, reduz o número de parasitas e predadores. No local também podem ser obtidas orientações sobre análise da qualidade da água, material para monitoramento como, por exemplo, disco de secchi, termômetro, macacão e rede adequada para o manejo dos peixes.
FONTE: Emater/RS-Ascar
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