Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018
Logística
Logística trava competitividade do agronegócio sul-americano
27/08/2016
Especialistas defenderam a necessidade de investimento público em infraestrutura no 4º Fórum de Agricultura da América do Sul

Com crescimento constante em seus índices produtivos, a América do Sul encontra dificuldade em escoar com agilidade e eficiência sua produção agrícola para países do hemisfério Norte como a China, grande parceiro comercial do bloco. O tema foi assunto de debate no painel “Logística: A América multimodal em busca da competitividade”, durante o primeiro dia do 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR).

A falta de investimento nos modais de transporte impede que o agronegócio da região seja competitivo na entrega dos seus produtos. “Na origem já somos, temos que ser também no destino final”, afirma o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino. “Precisamos trabalhar o nível de serviço logístico para atender o setor de commodities”, complementa.

Atualmente, 65% da produção agropecuária brasileira é escoada pelas rodovias, o que mostra a sobrecarga do modal. “Estamos ocupando muito as estradas do Brasil. Isso porque não há uma boa política voltada para ferrovias, e não temos estrutura hidroviária que responda às necessidades do país”, afirma o presidente do Terminal de Grãos do Porto de Itaqui, Luiz Claudio Santos.

Como reflexo da falta de investimento, o especialista destaca entraves como a ausência de manutenção adequada das rodovias e pavimentação e baixa extensão de duplicação. “Temos muito a fazer. Estamos atrasados em competitividade em relação ao preço”, explica Santos. De acordo com o presidente, se o nível de investimento em logística não for incrementado serão necessários 50 anos para tirar o déficit dos valores aplicados para melhorar toda a cadeia logística.

Novas rotas
A analista comercial do Terminal Internacional de Manzanillo, no Panamá, Larissa Barrios, também participou do painel e detalhou o funcionamento do novo Canal do Panamá, inaugurado em junho, após nove anos de obras. A principal mudança foi feita nas eclusas, que passaram a receber embarcações com até 150 mil toneladas (Neopanamax) – navios 2,5 vezes maiores que os recepcionados até então, os Panamax. A ampliação pode gerar queda nos custos de frete e também no tempo gasto com transporte, principalmente no escoamento da safra de grãos pelos portos do Arco Norte brasileiro.
FONTE: Agrolink
NOTÍCIAS RELACIONADAS
VER TODAS

Cadastre-se e receba gratuitamente as atualizações do Foco Rural em seu e-mail

Após o preenchimento de seu nome e e-mail, clique no botão CADASTRAR. Você receberá um e-mail para confirmação do cadastro. Caso não receba o e-mail, verifique sua Caixa de Spam. O recebimento de nossa newsletter depende da sua confirmação. Confira nossos Termos de Uso.


Cotações de Commodities fornecidas por Investing.com Brasil.
® 2011-2015. Foco Rural – O homem do campo bem informado. Todos os direitos reservados.
DESENVOLVIDO POR:
X
Enviar notícia por e-mail
*Meu Nome:
*E-mail Rementente:
*E-mail Destinatário: