Quinta-Feira, 18 de Janeiro de 2018
Suínos
Aditivo natural é alternativa para suinocultura na substituição de antibióticos restritos pelo Mapa
17/08/2016
Solução favorece defesas orgânicas atuando no controle do trato digestivo dos animais e auxilia na prevenção de doenças. Além disso, contribui para manter rentabilidade das propriedades

Em acordo às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) restringiu o uso de alguns antibióticos na criação de animais. Segundo as entidades, a utilização desses compostos apresenta risco de proliferação de bactérias resistentes que são prejudiciais à saúde humana e animal. Como alternativa, alguns suinocultores estão optando pela aplicação de aditivos naturais destinados ao controle da flora intestinal do animal, o que pode favorecer o sistema imunológico e prevenir a proliferação de doenças.

O principal desafio sanitário no manejo das granjas está no período de creche, até 70 dias após o nascimento do leitão, e na fase de engorda, etapas que há um maior impacto dos transtornos intestinais para a espécie. Uma diarreia causada por E. coli e Salmonella nessas fases, por exemplo, pode prejudicar o desenvolvimento do animal, aumentar a conversão alimentar e a mortalidade, prejudicando principalmente o resultado econômico da propriedade.

Entre os métodos possíveis para atender a nova determinação, mantendo os índices zootécnicos e a viabilidade do negócio, está a aplicação de aditivos naturais que atuam na melhora da saúde gastrointestinal. "A solução se liga às bactérias patogênicas como E. coli e Salmonella, evitando a ação desses agentes no intestino do animal e prevenindo diarreias. Dessa forma, ao melhorar o estado sanitário, assegura uma maior absorção de nutrientes e um incremento no ganho de peso do animal sem aumentar a conversão alimentar", explica a coordenadora de vendas de suínos para Alltech, Sarah Antunes.

Demanda global
Uma pesquisa recente da Alltech constatou que 47 países já têm ou estão em processo de implantação de políticas que visam restringir o uso de antibióticos em dietas animais. Há expectativas no mercado de que em 2021 existirá uma proibição mundial quanto à utilização de antibióticos. Em países como Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Holanda, Canadá e o Reino Unido já existem programas de monitoramento focados em como reduzir níveis desses compostos. Em janeiro de 2017, os Estados Unidos pretendem implementar o Veterinarian Feed Directive, com objetivo de acabar com a venda indiscriminada de antibióticos para nutrição e exigir prescrições veterinárias para tal. Os veterinários vão ter que confirmar que o animal está doente e receitar especificamente para aquele animal.

Essas tendências mundiais estão sendo seguidas inclusive por grandes produtores e fornecedores mundiais de carne bovina, suína e de aves que já estão considerando trabalhar sem a aplicação de antibióticos e tem constatado que é possível alcançar resultados similares de desempenho sem o uso desse recurso. "As empresas começaram a se adaptar a retirada dos antibióticos e reaprender a produzir sem eles. Num primeiro momento, os custos de produção podem até aumentar, mas o mercado é desenvolvido e tecnificado o suficiente para vencer esses desafios. No mercado brasileiro, muitos produtores já tinham previsto esta decisão e já possuem alternativas, agora é pô-las em prática, e o esforço precisa ser conjunto", avalia o gerente de negócios da Alltech, Sérgio Alves.
FONTE: Foco Rural com informações de assessoria
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