Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2019
Agricultura
Mercado nacional ganhará nova variedade de arroz branco
06/02/2019
Presente no prato do brasileiro e parceiro do feijão, o arroz branco vai bem com quase todo tipo de alimento, seja no almoço ou no jantar. E se cozido vira um arroz doce, há pessoas que comem até no café da manhã ou como sobremesa.

Delícia da gastronomia nacional, ele tem merecido mais atenção por parte de pesquisadores do setor agrícola, que estão sempre em busca de melhores cultivares que se adequem aos mais diferentes cantos do País, considerando suas diversidades ambientais que envolvem solo, clima, tipos de irrigação, entre outras.

Agora, imaginem se esse cereal recebesse um “up”, alcançando maior produtividade e ciclo médio em campo, boa aparência na prateleira e mais desempenho na panela, além de um excelente sabor?

Esses são exatamente os diferenciais da primeira cultivar de arroz branco desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri): o SCS124 Sardo, que chega sob a promessa de agradar em cheio tanto produtores rurais quanto consumidores, por conta dessas vantagens que o torna tão peculiar.

Após 14 anos de muito trabalho em laboratório e no campo, iniciado a partir dos primeiros cruzamentos na safra 2005/2006, o lançamento da nova variedade será realizado durante a abertura da safra de arroz de 2019/2020, no município de Jacinto Machado (SC), no Campo Demonstrativo da Cooperativa Agroindustrial Cooperja.

Outros diferenciais
Segundo Alexander de Andrade, coordenador da equipe de pesquisa em arroz na Estação Experimental de Itajaí (SC), o SCS124 Sardo é classificado como longo-fino, tem melhor relação comprimento-largura do grão e suas plantas possuem resistência média à brusone (Pyricularia grisea ou Magnaporthe grisea), doença mais grave da rizicultura brasileira.

O “novo cereal”, garante Andrade, “ é recomendado para todas as regiões produtoras de arroz irrigado de Santa Catarina, podendo também ser cultivado em outras regiões do Brasil, mediante realização de ensaios de Valor de Cultivo e Uso”.

“Por ser branco, o SCS124 Sardo será mais uma opção para os rizicultores de Santa Catarina e de outras regiões do País, e ainda favorecerá as agroindústrias de beneficiamento.”

Dados da rizicultura de SC
Atualmente, algo em torno de 76% do arroz beneficiado em solo catarinense é colhido no Estado e a maior parte é voltada para a parboilização. Da parcela restante, importada do Rio Grande do Sul e de países do Mercosul, a maioria é de arroz branco.

“Com o lançamento dessa cultivar, as indústrias daqui, do Estado, vão precisar importar menos sementes para produzir arroz branco”, afirma Andrade.

O nome sugerido para a nova variedade homenageia a família Sardo, que atuou na equipe de pesquisa em arroz da Epagri e na Estação Experimental de Itajaí, por várias gerações.

Embora seja destinado ao mercado de arroz branco, destaca a Epagri, “o Sardo é adequado ao processo de parboilização, com a recomendação de que seja beneficiado separado de outras cultivares”.

Testes de comportamento industrial
A nova variedade também foi testada quanto ao comportamento industrial no Laboratório de Pós-Colheita, Industrialização e Qualidade de Grãos do Laboratório de Grãos da Universidade Federal de Pelotas/RS (LabGrãos/UFPel). Foi, então, considerado compatível com esse processo.

Seus grãos/sementes ainda foram analisados na Estação Experimental de Itajaí e no Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijao da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (CNPAF/Embrapa).

“O SCS124 Sardo apresentou excelente desempenho sensorial e culinário para arroz branco, comparável com as cultivares de referência do mercado”, destaca Andrade.

Safra e mercado
Economista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri, Gláucia Padrão prevê que os produtores de arroz de Santa Catarina tenham uma boa colheita na safra 2018/19. “Será uma safra considerada normal. A previsão é que seja menor que as duas últimas, pois elas estiveram bem acima da média”, comenta.

De acordo com a estimativa, os catarinenses devem colher aproximadamente 1,156 milhão de toneladas em 143,3 mil hectares, contra 1,188 milhão de toneladas em 146,9 mil hectares, da safra anterior (2017/18).
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