Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
Sustentabilidade e Meio Ambiente
Sustentabilidade: Nova tangerina do IAC poderá ser produzida sem defensivos agrícolas
04/12/2018
Nova tangerina híbrida, a IAC 2019Maria está passando por processos legislativos. Com a previsão de que suas mudas sejam comercializadas até o fim deste ano. O fruto irá gerar mais renda ao produtor, pois ele não necessitará de defensivos agrícolas para proteger sua plantação do ataque de fungo que causa a mancha marrom de alternária (MMA).

A colheita deverá ser mais precoce do que a variedade Murcott e se adapta a todos os tipos de solos paulistas. Maria foi criada no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, pertencente ao Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“Ela está em processo de registro, sendo que alguns já foram conseguidos junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entretanto, ainda faltam os cadastros junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), necessário para a comercialização do material para a formação das mudas. Até o fim de 2018, terminaremos os processos e então as borbulhas da tangerina IAC 2019Maria poderão ser comercializadas”, afirmou Mariângela Cristofani-Yaly, responsável pelo estudo.

A pesquisadora, ao longo do tempo, fez diversos experimentos até chegar à criação da cultivar IAC 2019Maria. “Venho trabalhando com isto há mais de 20 anos, não só na obtenção da tangerina Maria, mas em diversos outros cruzamentos, com o objetivo de criar novas opções de cultivares para o citricultor”, contou Mariângela.

Segundo ela, o híbrido é resistente à MMA, causada por um fungo que atinge as principais variedades de tangerina. “A Maria é resistente à MMA, não precisa de defensivos agrícolas, o que faz com que o produtor economize em sua produção e beneficie o meio ambiente.”

O fruto pode ficar maior caso o produtor faça o raleio no processo de desenvolvimento da tangerina. Se retirar os frutos pequenos, os que sobram ficam maiores. Ela é uma variedade mais precoce, com frutos mais fáceis de descascar e, de forma geral, se adapta a todas as regiões do Estado de São Paulo.

“A Maria tem condições de ser exportada desde que haja interesse dos produtores. Entretanto, o mercado europeu, entre outros, prefere os frutos sem sementes e, apesar de a Maria ter menos sementes do que a Murcott, estamos trabalhando no melhoramento do fruto para que não tenha sementes”, explicou a pesquisadora sobre a possibilidade de fomentar a exportação da nova tangerina.
FONTE: Secretaria de Agricultura e Abastecimento
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