Sábado, 17 de Novembro de 2018
Sustentabilidade e Meio Ambiente
Glifosato: Juíza questiona provas e pode mudar resultado
16/10/2018
Decisão é provisória, mas a Bayer aguarda a possibilidade de um novo julgamento.

Uma juíza da Califórnia, nos Estados Unidos, está questionando as provas apresentadas no no julgamento sobre as supostas acusações de carcinogenicidade do Glifosato e pode mudar o resultado da setença. Na ocasião, a Bayer, que adquiriu a Monsato recentemente, foi condenada a pagar uma multa US$ 289 milhões para a família de um ex-jardineiro, que alegou que o homem desenvolveu câncer e veio a falecer após manusear o produto.

De acordo com a juíza, não existem provas cientificas que justifiquem a acusação e nem a aplicação de uma multa, já que nunca foi encontrado nenhum vestígio de que o defensivo Roundup, cujo princípio ativo é o Glifosato, causasse qualquer tipo de câncer. Ela diz que, mesmo que não anule os danos punitivos, é provável que ela conceda um novo julgamento “com base na insuficiência das provas para justificar a sentença por danos punitivos".

A decisão ainda é provisória, mas a Bayer está no aguardo de a Corte encomendar, ou não, um novo julgamento para saber se a empresa é realmente culpada . De acordo com um relatório da Bloomberg, a decisão pode dar um impulso a favor da Monsanto, enquanto a empresa se prepara para se defender contra milhares de processos semelhantes.

Além disso, a juíza também questionou se a evidência do primeiro julgamento era ou não suficiente para a conclusão do júri de que Bayer era mesmo responsável pelo incidente e cogitou reduzir o valor da multa caso não consiga outro julgamento. Já que apenas o argumento dos advogados foi levado em consideração para a definição da sentença.

O relatório da Bloomberg diz que se a empresa convencer a juíza a reduzir ou eliminar o veredito anterior, pode conseguir fazer com que alguns dos outros processos tenham menor probabilidade de avançar com suas reivindicações. A Bayer havia entrado com recurso alegando que a afirmação dos advogados do jardineiro não foi provada no tribunal e, por isso, não teria valor científico e legal suficientes para uma condenação.
FONTE: Agrolink
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