Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
Sustentabilidade e Meio Ambiente
Fertilizantes reduzem em 70% gases de efeito estufa
06/09/2018
Os testes foram realizados com fertilizantes usados no cultivo do feijão.
Um estudo realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrou que a utilização de alguns fertilizantes como sulfato de amônio, nitrato de amônio e grânulos de ureia revestidos com polímero ajudaram a reduzir em torno de 70% a emissão de óxido nitroso. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Márcia Thaís de Melo Carvalho, os testes foram feitos em fertilizantes utilizados no feijão e buscam avaliar a sua capacidade de emissão de gases de efeito estufa.

“O estudo avaliou as perdas de nitrogênio após a aplicação de adubos convencionais, estabilizados e de liberação controlada em lavoura de feijão irrigado, no inverno, na região de Cerrado. No caso do óxido nitroso, essa estimativa é importante porque o setor agropecuário é uma das principais fontes desse gás de efeito estufa que, embora menos presente na atmosfera, tem um potencial de aquecimento 310 vezes maior do que o dióxido de carbono”, explica.

O relatório indica que os testes realizados para obter os resultados da pesquisa foram produzidos em áreas com o cultivo de feijão irrigado, em plantio direto, sob palhada de milheto, no período de inverno, no município de Santo Antônio de Goiás (GO), em áreas da Embrapa Arroz e Feijão. Segundo o estudo, quanto menor for a eliminação de gases de efeito estufa, menor é a quantidade de nitrogênio que “escapa” do solo. Assim, os dados afirmaram que as taxas de emissão foram de 01% para sulfato de amônio; 0,09% para nitrato de amônio; 0,10% para ureia com polímero; 0,21% para ureia com NBPT; e 0,36% para ureia comum.

De acordo com Márcia Thaís, pesquisadora da Embrapa diz que a maior perda de nitrogênio não foi com óxido nitroso, mas sim com amônia. “O sulfato de amônio e o nitrato de amônio são fontes que podem contribuir para mitigar tanto a emissão de óxido nitroso, quanto a volatilização de nitrogênio na forma de amônia em sistemas de produção de feijoeiro irrigado, em sistema de plantio direto na palha, quando a adubação é realizada em cobertura”, concluiu.
FONTE: Agrolink
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