Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
Hortifruti
Embrapa apresenta alfaces tolerantes à alta temperatura
19/06/2018
Cultivar pode resistir, em média, 10 dias mais ao calor antes de iniciar o florescimento.
Duas cultivares de alface devem ser apresentadas pela Embrapa na 25ª Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas (Hortitec), que acontece em Holambra, interior de São Paulo. As tecnologias BRS Mediterrânea e BRS Leila, do tipo crespa de folhas verdes, são mais adaptadas às condições ambientais ocasionadas pelas mudanças climáticas.

De acordo com a entidade, os produtos apresentam tolerância ao florescimento provocado pelo calor, uma qualidade importante devido às elevações de temperatura nas regiões produtoras e ao cenário de mudanças do clima.

“Altas temperaturas antecipam o florescimento da alface e, nessa etapa, ocorre a produção de látex que vai conferir à planta um sabor amargo. Por tolerar melhor o calor, essas cultivares têm florescimento tardio”, explica o pesquisador Fábio Suinaga.

Essa característica também pode ser interessante do ponto de vista do escalonamento da produção, já que o mercado consumidor demanda o produto fresco durante todo o ano. “Quando comparada a cultivar de alface crespa mais plantada no Brasil, por exemplo, a cultivar BRS Leila resiste, em média, 10 dias mais ao calor antes de iniciar o florescimento”, estima.

Já a alface BRS Mediterrânea destaca-se pelo vigor no crescimento vegetativo, sendo, em média, sete dias mais precoce que as cultivares comerciais no mercado. Mesmo em condições de temperatura superior à faixa de temperatura ideal de cultivo, as plantas atingem o tamanho comercial desejável no momento da colheita. A precocidade também está associada à menor demanda hídrica da cultivar, que contribui para a sustentabilidade do sistema de produção, e à intensificação do uso da área, que antecipa a disponibilização do produto para o mercado consumidor.

Adaptação e resistência
A adaptação das cultivares de alface às condições tropicais é um fator positivo já que essa espécie é originária de regiões de clima temperado e, por isso, ficam mais suscetíveis a doenças. A cultivar BRS Mediterrânea apresenta boa resistência à doença de solo causada pelo fungo fusarium, o que contribui para a menor necessidade de aporte de agroquímicos nos cultivos da alface, um benefício para o ambiente e para o consumidor, já que a principal forma de consumo são folhas frescas.

A alface BRS Leila apresenta ampla adaptação aos diferentes tipos de cultivo, sendo mais indicada para ambiente protegido e produção hidropônica, devido ao formato cônico. Em sistemas hidropônicos ou cultivos protegidos, por exemplo, as temperaturas mais elevadas dentro das casas de vegetação favorecem o florescimento precoce, que limita a produção. Por isso, a cultivar apresenta bom desempenho nesses sistemas, justamente por sua maior tolerância ao calor.
FONTE: Embrapa
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