Sexta-Feira, 17 de Agosto de 2018
Economia e Mercado Agrícola
Disputa comercial entre China e EUA pode favorecer soja brasileira
10/04/2018
Segundo o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, pontualmente, tensão entre as potências pode beneficiar exportações do agronegócio.

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, disse nesta segunda-feira (09) que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China poderá beneficiar o Brasil, e por extensão, o Mercado Comum do Sul (Mercosul), informa a “Agência Brasil”. Em entrevista a jornalistas durante o seminário Mercosul e os Fluxos de Comércio, na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Estevão disse que a disputa comercial entre duas das maiores economias do mundo, pelo menos até o momento está sendo positiva para o Brasil.

“É claro que uma guerra comercial entre duas economias do tamanho da americana e da chinesa não é bom para ninguém e todos têm a perder. Mas, pontualmente, o que eu tenho visto, é que ela está nos ajudando. Na questão da soja, por exemplo, a decisão da China de impor tarifa sobre a exportação do produto dos Estados Unidos ajuda os produtores de soja do Brasil”, disse.

Para o secretário, o clima ruim em um ambiente de relações comerciais internacionais não pode ser bom para ninguém. “Você está em uma situação como a daquele cidadão que está passando na rua e leva uma bala perdida. Era o caso do aço, por exemplo, onde quase acabamos por levar uma bala perdida. É verdade que no caso do aço conseguimos uma exceção, mas e se não conseguíssemos?”.

Na avaliação do secretário, “se realmente a China fizer um boicote ou aumentar a tarifa para bens de commodities que os Estados Unidos exportam muito, o Brasil se beneficiará porque é um país exportador de commodities”. Alertou, no entanto, que “amanhã o tema também pode ser outro”.

Para Estevão a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos ajuda o Brasil porque os países que querem fazer acordos e ampliar as relações comerciais vão fazê-lo com o Brasil e com o Mercosul. “E este é o momento adequado para fazê-lo, porque outros blocos comerciais vão querer se aproximar de quem está a favor de uma aproximação”.
FONTE: Uagro
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