Sexta-Feira, 27 de Abril de 2018
Agricultura
Soja: diferença de produtividades aumenta
03/04/2018
Dados da Agroconsult mostram que avanço na produção por hectare não tem sido uniforme.
Da safra 2009/2010 até a atual, a produtividade média saltou de 48,8 sacas/hectare para 56,5 sc/ha, segundo dados do Rally da Safra, expedição organizada pela Agroconsult. A frequência de talhões com mais de 60 sc/ha também aumentou, assim como as áreas que chegam a produzir mais de 100 sc/ha. Mas esse avanço na produtividade não tem sido uniforme para todos os produtores. “A distância entre os menos e os mais produtivos está aumentando”, afirma André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult. Essa diferença, porém, não é generalizada e está mais visível no Cerrado. “No Sul, por exemplo, o ritmo de crescimento ainda é parecido, talvez por influência das cooperativas, que conseguem levar assistência técnica e tecnologia de forma mais homogênea aos produtores”.

Para Pessôa, no Centro-Oeste existem três grupos de produtores: um minoritário, que já está utilizando as melhores tecnologias e cuidando de todos os aspectos para produzir com alto rendimento; o intermediário, predominante, que está em busca das tecnologias, mas não tem o capital para fazer tudo de uma vez - e a rentabilidade da safra 2017/2018 pode ajudar nos investimentos; e um grupo, também pequeno, que não está preocupado em investir nas tecnologias e satisfeito em produzir 44 ou 50 sc/ha. “Mas esse último grupo vai acabar saindo da atividade, porque não vai compensar mais. Vai acabar arrendando a terra para alguém que esteja usando mais tecnologia”, diz Pessôa.

A equipe da Agroconsult usou dados do médio-norte de Mato Grosso levantados no Rally da Safra 2018 para mostrar como está a distribuição da produção na região. De acordo com os dados, os 25% menos produtivos têm produtividade de até 44,4 sc/ha, enquanto a mediana é de 58,5 sc/ha, ou seja, 50% dos produtores produzem abaixo disso e 50% acima. Já o os 25% mais produtivos colhem pelo menos 70,7 sc/ha.

Nesse cenário, e considerando os custos de produção locais, os valores de rendimento destacados e agricultores com terra própria, a margem do primeiro grupo seria de 6 sacas/ha, a do segundo de 17 e a do terceiro de 25. “Mas se você considerar o arrendamento, que normalmente custa 10 sc/ha nessa região, a conta de quem produz 44,4 sc/ha não fecha”. Pessôa, porém, lembra que esses dados são referentes a talhões na região e que uma mesma propriedade chega a ter os três níveis de produtividade. “Mas é preciso ter mais áreas com produtividade perto de 71 sc/ha do que de 44 sc/ha. Se eu estou falando de um proprietário que não arrenda terras, a diferença é de uma margem de 35% para uma margem de 13%. Essa diferença era muito menor no passado e está ampliando. E isso vai trazer transformações importantes no campo”.
FONTE: DBO
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