Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
Pragas e Doenças
Explodem casos de soja pelada e Embrapa dá dica de cuidados com a lavoura
19/02/2018
Produtor Clóvis Gressler Júnior, de Cândido Rondon (PR).
Entidade ainda faz um estudo mais aprofundado sobre as possíveis causas do abortamento das vagens. Veja os relatos dos produtores!

Com certeza, nos últimos dias, ouviu falar da tal soja pelada. O problema que apareceu em lavouras do oeste do Paraná, já teve também relatos em outros estados. A principal característica é que as plantas afetadas não produziam as vagens, em uma situação que intriga até os pesquisadores da Embrapa.

No Paraná, onde surgiram os primeiros relatos da soja pelada, os produtores acreditam que o excesso de umidade no solo pode ter sido a principal causa do problema, mas a Embrapa estuda o que realmente pode estar acontecendo.

Na foto que ilustra esta reportagem, o produtor Clóvis Gressler Júnior, de Cândido Rondon (PR) segura dois pés de soja. Do lado direito está cheio de vagens que darão origem aos grãos. Mas a planta do lado esquerdo, praticamente não produziu nada. É a tal da soja pelada, que está assustando a todos. Quem é mais novo na atividade, nunca tinha visto nada parecido.

“Eu ainda não tinha visto nada assim, pois sou novo nesta área, com lavoura há sete anos. Faz pouco tempo. são fatores que a gente não consegue controlar, vem la do céu, as chuvas”, diz Júnior.

O clima pode ter colaborado para o surgimento da soja pelada. Em dezembro e janeiro, choveu mais que o dobro da média no município. “A gente está preparado para pouca chuva. Mas, não para muita chuva. Infelizmente, este ano ficou praticamente um mês sem sol. E com esta falta de fotossíntese, a soja não aguentou e deu nisso”, diz o produtor Paulo Rohr.

Com poucas vagens nos pés, já se sabe por aqui que vai haver uma grande perda de produtividade. No ano passado, nesta área, foram colhidas 65 sacas por hectare, mas nesta safra a produção esperada está em torno de 8 sacas.

Rohr poderia ter roçado a área com baixa produtividade, mas preferiu manter a lavoura e os tratos culturais já pensando em preparar a terra para a segunda safra. “Você não tem o que fazer no meio do caminho, tem que continuar. O mais fácil é manter e depois dessecar ela junto com a outra área. Tudo isso para tentar continuar com o milho safrinha”, conta.

Outro produtor, que também é agrônomo, desconfia que a quantidade de plantas pode ter contribuído para o aparecimento de fungos que causam doenças como a antracnose. Quanto mais plantas, menor é o espaço entre os pés. Em sua propriedade as linhas de plantio foram semeadas com 12 sementes por metro.

“Porque lavouras muito adensadas, aliadas a solos com alta fertilidade trará um crescimento vegetativo grande e isto dá um microclima que vai favorecer doenças. Além de doenças, pragas, eu diria para a gente dar uma atenção ainda maior a escolha da variedade e do melhor manejo”, conta Valdemar Schaefer.

A Embrapa visitou algumas áreas com soja pelada. Os pesquisadores acreditam que uma combinação de fatores pode ter causado o abortamento das vagens, mas os casos ainda estão sendo estudados. Para evitar que isto aconteça, a recomendação é redobrar o cuidado com o manejo da lavoura.

“É muito importante que se faça um bom plantio direto, que tenha rotação de culturas e que tenha uma boa palhada no solo. Pois um solo com bom manejo, com perfil mais estruturado trará uma maior infiltração de água. Vai diminuir a quantidade de água na superfície e pode diminuir o abortamento no futuro”, explica o chefe de pesquisa e desenvolvimento Embrapa, Ricardo Abdelnoor.
FONTE: Soja Brasil
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