Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018
Hortifruti
Normas de classificação – Banana
06/02/2018
Classificação é a separação do produto em lotes visualmente homogêneos e a sua descrição através de características mensuráveis, obedecendo a padrões pré-estabelecidos. Tamanho não é qualidade. Os lotes de banana são caracterizados por classe (tamanho) e categoria (qualidade).

Rótulo
Garantia do responsável.

O rótulo identifica o responsável pelo produto e a sua origem. A rotulagem é obrigatória e regulamentada pelo Governo Federal. O rótulo deve conter a descrição do produto de acordo com as regras estabelecidas pelas normas de classificação.
O código de barras é opcional mas é fundamental para a captura dos dados nos processos automatizados.

Grupo
Organização dos cultivares.
Os cultivares comerciais de banana são híbridos de duas espécies: a Musa acuminata (genoma A) e a Musa balbisiana (genoma B). A nomenclatura do genoma estabelece os Grupos Varietais, que agrupam cultivares de características semelhantes.

Classe
Garantia de homogeneidade de tamanho.
O agrupamento em classes garante a homogeneidade de tamanho entre frutos do mesmo lote. A classe da banana é determinada pelo comprimento do fruto.

A mistura de classes na mesma embalagem é permitida, desde que todas as classes sejam identificadas no rótulo. Na categoria Extra não é permitida a mistura de classes. É tolerada a presença de 10% de frutos fora da(s) classe(s) especificada(s) no rótulo, desde que pertencentes às classes imediatamente superiores.

Subclasse
Garantia de homogeneidade de maturação.

É tolerada a presença de 5% de unidades de apresentação fora da Subclasse especificada no rótulo, desde que pertencentes às Subclasses imediatamente superior ou inferior.

Apresentação
Caracterização da forma de apresentação.

Categoria
Garantia de padrão mínimo de qualidade.
Qualidade é a ausência de defeitos. As categorias descrevem a qualidade de um lote de banana, através da diferença de tolerância aos defeitos graves e leves em cada uma delas. O produtor deve eliminar os produtos com defeitos graves, antes do seu embalamento. Para cada categoria, de acordo com o grupo, há um diâmetro (calibre) mínimo exigido por fruto. Na categoria Extra não é permitida a mistura de classes.


Defeitos Graves
Muito prejudiciais ao produto.
Defeitos graves inviabilizam o consumo e depreciam muito a aparência e o valor do produto.

Defeitos Leves
Pouco prejudiciais ao produto.
Defeitos leves não impedem o consumo do produto, mas depreciam seu valor.

Defeitos Variáveis
A gravidade depende de intensidade.
Os defeitos variáveis podem ser graves, leves ou desconsiderados (ignorados) em função de sua intensidade de ocorrência.


Percentagem de área na banana

Os diâmetros dos círculos de 2,85 cm2, de 2 cm2 e de 1,5 cm2 são respectivamente 1,90 cm, 1,60 cm e 1,38 cm.
Glossário
Vocabulário.
Amassado: A fruta apresenta variação na forma característica da variedade, devido a impacto ou pressão que atingiu a polpa, sem rompimento da casca.
Ausência de dedos: Falta de mais de um dedo na almofada.
Dano por sol: Mancha descolorida na casca, causada por sol intenso, inicialmente de cor amarela pálida, evoluindo para cor escura.
Dano Profundo: Lesão que atinge a polpa, como corte e quebra do fruto.
Descoloração da casca: A coloração da casca não obedece às cores verde e amarela, características de cada variedade. A descoloração pode ser causada por falta de clorofila, presença de antocianina e de cerosidade atípica do cultivar.
Desenvolvimento diferenciado: O fruto, apresentado em dedo, possui curvatura muito acentuada localizada no primeiro terço do seu comprimento (a partir do pedúnculo) e relação da altura (menor distância entre as extremidades do fruto) e o seu comprimento interno menor que 0,72. O fruto, em buquê ou penca, apresenta formato muito diferente dos outros frutos do mesmo buquê ou penca, prejudicando o embalamento.
Empedramento do fruto: Endurecimento localizado de porções internas da polpa, perceptível mesmo depois da maturação. Problema fisiológico de ocorrência predominante no Grupo Maçã, e que, pode ou não, apresentar coloração castanho-escura.
Geminado: Quando dois ou mais dedos se apresentam unidos.
Grupo genômico: O genoma das bananas é caracterizado pelas letras A (espécie Musa acuminata) e B (espécie Musa balbusiana). As suas cominações geram os diferentes grupos genômicos. Cada letra representa o número básico de cromossomos.
Imaturo: Fruto colhido antes de completar o desenvolvimento fisiológico.
Injúria por frio: Alterações na coloração da casca e nas características e metabolismo do fruto devido ao frio.
Grave: Casca com manchas verde-escuras, maturação anormal e decomposição da polpa, causados por exposição severa ao frio. Não é considerado defeito: Escurecimento da casca, que se torna acinzentada e opaca. O fenômeno se restringe è casca e não atinge a polpa do fruto.
Lesão por abelha-Arapuá: Lesão, em geral concentrada na quina do fruto, causada pela abelha sem ferrão Trigona spinipes Fabricius.
Lesão por traça do fruto: Galerias no fruto causadas por larvas do inseto Opogona sacchari.
Lesão por tripes de erupção: Pequenas pontuações, ásperas ao tato, resultado das picadas de tripes da erupção (Frankliniella spp.). Pode ser grave ou leve. A sua gravidade depende do número de pontuações na área de maior intensidade de ocorrência em um círculo de área conhecido. A área do círculo utilizada e o número de pontuações variam com o Grupo. Nos Grupos Cavendish e Prata igual ou superior a 15 pontuações, no Grupo Maçã 10 pontuações e no Grupo Ouro 9 pontuações na área mais afetada. Leve: Nos Grupos Cavendish e Prata igual ou superior a 5 pontuações, no Grupo Maçã 4 pontuações e no Grupo Ouro 3 pontuações na área mais afetada.
Lesão por tripes e ácaro de ferrugem: Mancha de coloração vermelha ou prateada causada por tripes da ferrugem (Chaetanophothripes ssp, Caliothrips bicinctos Bagnall, Tryphadothrips lineatus Hood) ou por ácaro da ferrugem (Tetranychus spp.). Pode ser grave ou leve. Grave: Ocupa 10% da área do fruto ou mais. Leve: Ocupa 5 até 10% da área do fruto. Não é considerado defeito: Lesão que ocupa área menos que 5% da superfície do fruto.
Lesão superficial: Dano superficial, mancha de látex, mancha de fuligem, dano por abelha-Arapuá. Os danos superficiais são causados por atritos, abrasões, pressões e arranhões e se restringem à parte superficial da casca. Grave: Lesão superficial que ocupe de 1 até 3% da área do fruto. Leve: Lesão superficial que ocupe de 1 até 3% da área do fruto. Não é considerado defeito: Lesão superficial que ocupe menos que 1% da área do fruto.
,b>Maturação Precoce: Amarelecimento antecipado de alguns dedos da penca ou buquê. O amadurecimento anormal deve-se à perda de folhas da planta, geralmente causada pelo “Mal da Sigatoka”.
Passado: Fruto em senescência, com coloração da polpa completamente amarela, sem firmeza e com casca escura.
Podridão: Dano patológico em qualquer grau de decomposição, desintegração ou fermentação dos tecidos.
Ponta de charuto: Necrose na ponta do fruto, com aspecto semelhante à cinza de charuto, causada por dois fungos, associados ou não, Trachysphaera fructigena e Verticillium theobromae.
Restos florais: Presença de restos secos da flor na extremidade final do fruto.
Morfologia
O nome certo para cada parte da banana.
A banana é um fruto simples, carnoso, do tipo baga alongada e trilocular.




Embalagem
Proteção, movimentação e exposição.
A embalagem é instrumento de proteção, movimentação e exposição do produto. A Instrução Normativa Conjunta SARC/ANVISNINMETR N° 009, de 12 de novembro de 2002, estabelece as exigências para as embalagens de frutas e hortaliças frescas. As embalagens podem ser descartáveis ou retomáveis. Se retornáveis, devem ser higienizadas a cada uso. Se descartáveis, devem ser recicláveis ou de incinerabilidade limpa. Devem ser de medidas paletizáveis, isto é, o seu comprimento e a sua largura devem ser submúltiplos de 1m p,20 m, a medida do palete padrão brasileiro (PBR). Devem apresentar a identificação e a garantia do fabricante. Devem ser rotuladas, obedecendo à regulamentação do Governo Fede

Elaboração Técnica
Centro de qualidade em Horticultura – CEAGESP
Referência Bibliográfica:
PBMH & PIF Programa Brasileiro para a modernização da Horticultura & produção integrada de frutas. Normas de Classificação da Banana. Centro de Qualidade em Horticultura

CQH/CEAGESP. 2003. São Paulo (CEAGESP, 2009. Documento 33).
FONTE: CEAGESP
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