Quarta-Feira, 21 de Fevereiro de 2018
Sustentabilidade e Meio Ambiente
Dinamarqueses querem alimentação de grama
31/01/2018
Pesquisadores conseguem extrair proteína da grama e pregam alimentação porque é prática sustentável.

A grama é algo fácil e barato de produzir na Dinamarca. O cultivo é feito em todo o país em grandes quantidades e é comercializado. A grama fixa nitrogênio nas raízes e ajudar a prevenir que os nutrientes do solo de filtra-se vias fluviais. Até agora, o cultivo tem sido usado principalmente para alimentar gado. Na busca por alimentos mais sustentáveis, que poderia alimentar a crescente população global, pesquisadores do Instituto Nacional de Alimentos da Universidade Técnica da Dinarmarca desenvolveram um método de extrair proteína da grama e então pode ser usada como fonte de alimento. A composição de aminoácidos da proteína é similar a outras fontes de proteína como soja, ovo e soro de leite. No entanto, a produção de proteína de grama tem um impacto consideravelmente menor no meio ambiente e no clima.

O primeiro passo envolvendo a extração da proteína é uma prensa de parafuso, que age como um espremedor. Ela separa a matéria-prima em uma fração fibrosa, seca e contendo proteína. Um tratamento subsequente da fração líquida separa a proteína, que é secada e vira um pó.

A proteína extraída pode buscar um preço por quilo, que é aproximadamente 10 vezes mais alto se a matéria-prima fosse vendida como ração. A fração seca poderia ser vendida como ração para gado, o que aumenta a lucratividade e sustentabilidade do conceito.

O Instituto Nacional de Alimentos da Dinamarca conseguiu produzir os produtos como barras de proteína que contém até 10% de grama sem que as pessoas tapem o nariz para sentir o cheiro. Isso é feito através de uma remoção do sabor de grama acrescentando ingredientes aromáticos como amendoim, mel ou gengibre. O próximo passo é remover ainda mais o sabor e cor do pó da proteína e testar as propriedades em uma grande variedade de produtos.

O trabalho é parte do projeto de inovação BioVAlue das Universidades de Copenhague, Aarhus e Aalborg com um grande número de empresas para encontrar formas inovadoras de melhor utilizar a biomassa.
FONTE: Agrolink
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