Terça-Feira, 19 de Junho de 2018
Agricultura
Veja como fazer a dessecação pré-colheita da soja sem perder produtividade
05/01/2018
O consultor do projeto Soja Brasil, Áureo Lantmann, explica alguns pontos importantes que precisam ser respeitados para se evitar redução na rentabilidade.

A postergação da semeadura da soja, principalmente nos estados de Mato Grosso, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul, em função de estiagem ocorridas durante os meses de setembro e outubro, terá como um dos resultados impactantes, a concentração de colheitas em um mesmo período.

Este fato provavelmente induzirá os agricultores ao uso da dessecação pré-colheita da soja com mais evidência.

A dessecação pré-colheita é uma prática usada em áreas de produção de grãos com o objetivo de controlar as plantas daninhas ou uniformizar as plantas com problemas de haste verde/retenção foliar. Porém, isso tornou-se uma prática rotineira e na maioria das vezes sem nenhuma necessidade.

Sendo necessária a dessecação em pré-colheita é importante observar a época apropriada para executá-la. Aplicações realizadas antes da cultura atingir o estádio reprodutivo R7 provocam perdas no rendimento.

Dessecações realizadas no estádio R6 provêm perdas de rendimento de aproximadamente 10%. Situações mais graves podem ocorrer se chover entre o período da dessecação até a colheita.

A dessecação em pré-colheita de campos de sementes de soja convencional (não RR) com glyphosate não deve ser realizada, uma vez que essa prática acarreta redução de qualidade de sementes, reduzindo seu vigor e germinação, devido ao não desenvolvimento das radículas secundárias das plântulas.

Tanto em soja convencional, como em RR, há queixas por parte de agricultores quanto ao vigor de sementes. Especialistas no assunto alegam que o uso indiscriminado de dessecantes nos campos de produção de sementes podem levar a má qualidade de sementes.

Por tanto é recomendado o seguinte: para evitar que ocorram resíduos no grão colhido, deve ser observado o intervalo mínimo de sete dias entre a aplicação do produto e a colheita. O dessecante paraquat, em vias de extinção, com restrição de uso em vários países, se não observado o intervalo e as doses rigorosamente recomendadas, deixam resíduos o que pode inviabilizar seu comercio.

FONTE: Canal Rural
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