Segunda-Feira, 10 de Dezembro de 2018
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Como interpretar a análise do solo
03/01/2018
Ao se iniciar o plantio de uma cultura é recomendado se fazer a análise do solo em laboratório. O solo é o sistema básico de todo o cultivo, embora também há culturas hidropônicas, em que a maioria delas é suportada em substratos como fibra de coco, vermiculita, etc. Muito poucos agricultores trabalham com sistemas hidropônicos puros com 0% de substrato.

A análise física do solo

A primeira prática ao se fazer a análise do solo é classificá-lo dentro de uma categoria. Todos sabemos que pode ser formado por uma fração de argila, limo e areia. Essas partículas são diferenciadas de acordo com seu tamanho, e em uma análise do solo, se estudam aquelas cujo tamanho é inferior a 2 mm.

Uma imagem vale mais do que 1.000 palavras. É por isso que é melhor ver este triângulo de grupamento textural, onde se pode obter a caracterização dos diferentes tipos de solo.


Como é dividida uma análise do solo.

A análise da fertilidade nos diz como o solo é fértil. Aqui tem muito a dizer a matéria orgânica que aportamos através do esterco de curral ou compostagem (restos de matéria orgânica, comida, folhas, etc.).

Portanto, um valor muito importante é a percentagem de matéria orgânica do nosso solo. O ideal é encontrar uma percentagem superior a 1,5%, mas é normal que, em certos solos tenhamos valores abaixo de 1%.

Nesses casos, consideramos que é um solo pouco fértil e deve ser corrigido.
Fósforo.

Na análise de fertilidade, também encontramos em uma análise completa do solo o valor de fósforo (P) medido em ppm. Há uma bibliografia que reflete a interpretação desses dados da seguinte maneira:

P inferior a 5 ppm: baixo teor de fósforo.
P entre 5 e 10 ppm: teor de fósforo normal.
P maior que 10 ppm: alto conteúdo.

É normal, na agricultura intensiva, encontrar valores acima de 50 ppm. No entanto, é um valor que não deve ser negligenciado, embora às vezes há erros reais.
Potássio assimilável.

Outro valor importante na determinação da fertilidade de um solo é o teor de potássio. Também é medido em ppm. Estes são os valores normais que podemos encontrar:

Menos de 125 ppm: conteúdo muito baixo
Entre 125 e 220 ppm: baixo teor.
Entre 220 e 250 ppm: conteúdo normal.
Mais de 250 ppm: alto conteúdo.

O pH do solo. Fator importante que afeta a assimilação de nutrientes.

O pH do solo é uma medida da acidez e alcalinidade dos solos. Os níveis de pH variam de 0 a 14, com 7 sendo neutro, abaixo de 7 ácido e acima de 7 alcalino. A faixa ideal de pH para a maioria das plantas é entre 5,5 e 7,0; entretanto, várias plantas têm se adaptado para valores de pH fora dessa faixa.

Uma característica do solo conhecida é a sua capacidade tampão. Isso amortece os picos de pH que são aplicados através da irrigação. Diz respeito à resistência do solo em ter o valor de seu pH alterado, quando tratado com ácido ou base. Quanto maior a acidez potencial maior será o poder tampão do solo.

Valores que devem ser levados em consideração ao classificar um solo:

pH entre 4,5 e 5,5: solo fortemente ácido.
pH entre 5,5 e 6,5: solo ácido.
pH entre 6,5 e 6,8: solo ligeiramente ácido.
pH entre 6,8 e 7,5: solo neutro.
pH entre 7,2 e 7,5: solo ligeiramente alcalino.
pH entre 7,5 e 8,5: solo alcalino.

Os valores de condutividade (CE) do solo

As plantas vivem e se desenvolvem sob margem de tolerância de condutividade. Alguns são mais sensíveis do que outras. Portanto, é um fator a ter em conta ao escolher um cultivo. Vamos ver em que valores nos movemos:

Condutividade em extrato saturado, medido em dS / m

Menos de 2 dS / m: não há risco de solo salino.
Entre 2 e 4 dS / m: existe um baixo risco de salinidade.
Entre 4 e 8 dS / m: existe um risco moderado de salinidade.
Entre 8 e 16 dS / m: existe um alto risco de salinidade.
Maior que 16 dS / m: existe um risco muito alto de salinidade.

Para saber que a análise do solo está correta, existe uma maneira simples de verificar se os dados emitidos pelo laboratório são reais.

Igual como ocorre em uma solução nutritiva, a soma dos cátiones e a soma dos íons, medida em meq / L, devem ser coincidentes. Ou seja, eles devem dar o mesmo valor.

No entanto, o laboratório permite um erro de 10%. Se houver diferença entre a soma de cátiones e íons superior a 10%, a análise é considerada inválida.

Para melhor coletar as amostras dos solos a serem analisadas pelo laboratório e fazer a sua interpretação é recomendado consultar um técnico agrícola ou um engenheiro agrônomo.
FONTE: Desenvolvimento Rural
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