Segunda-Feira, 23 de Julho de 2018
Sustentabilidade e Meio Ambiente
Lagartas que comem plástico podem salvar o planeta
03/01/2018
Ao mastigar plásticos, lagartas podem minimizar efeitos ambientais.
A maior parte das pesquisas científicas segue uma progressão lógica com um experimento seguido de outro com novas descobertas. Mas isso nem sempre se repete. No caso de um paper publicado na revista Current Biology, que revelou ao mundo uma traça que é capaz de mastigar plástico. As informações são da revista The Economist.

O experimento por trás do paper foi inspirado quando Federica Bertocchini, uma apicultora amadora que também é biológa na Universidade de Cantabria, na Espanha, notou largas mordendo buracos através da cera em algumas das suas colmeias e dilatando o mel. Para identificar eles, ela pegou um lar em uma sacola de compras de plástico. Mas quando, algumas horas depois, ela deu uma volta para ver as capturas e se deu conta que a sacola estava cheia de buracos e as lagartas estavam vagando pela sua casa.

Federica identificou elas como larvas da maior traça de ceras, uma famosa praga de colmeia de abelhas. Ao considerar a fuga de sua prisão nas sacolas, ela se perguntou se eles poderiam de alguma forma ser postos em prática como agentes de eliminação de lixo.

Tentativas anteriores de usar organismos vivo para se livrar de plásticos não haviam ido bem. Mesmo as espécies mais promissoras, uma bactéria chamada de Nocardia asteroides, leva mais de seis anos para destruir um filme de plástico com apenas milímetros de espessura. A julgar pelo trabalho que eles fizeram na bolsa, o Dr. Bertocchini suspeitava que as lagartas de cera funcionariam muito melhor do que isso.

Para testar essa ideia, Federica se juntou a Paolo Bombelli e Christopher Howe, dois bioquímicos da Universidade de Cambridge. Bombelli and Howe assinalou muitos plásticos são colocados juntos como pontes de metileno (estruturas que consistem em um carbono e dois átomos de hidrogênio, com o carbono também ligado a dois outros átomos). Poucos organismos têm enzimas que podem quebrar essas pontes, por isso que esses plásticos não são normalmente biodegradáveis. A equipe de pesquisa suspeitou que as abelhas de cera romperam com o problema.

Um dos constituintes mais persistentes dos lixões é o polietileno, que é composto inteiramente de pontes de metileno ligadas entre si. Então, foi no polietileno que o trio se concentrou. Quando eles colocaram lagartas de cera no tipo de filme, tomou Nocardia asteroides meio ano para lidar com eles, eles descobriram que os orifícios apareceram dentro dele dentro de 40 minutos.

Em um exame mais preciso, o Dr. Bertochinni e seus colegas descobriram que as lagartas como até 2,2 buracos por hora no filme plástico. Um teste de seguimento encontrou uma larga que levou 12 horas para consumir um miligrama de suma sacola. Essas sacolas pesam três gramas e, portanto, 100 larvas, que gastem metade das suas vidas comendo, consomem uma sacola por mês.
FONTE: Agrolink
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