Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018
Economia e Mercado Agrícola
Preço da soja em Chicago se aproxima dos US$ 10 por bushel
23/11/2017
Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta para o grão. Na véspera do feriado de Ação de Graças, que é comemorado nesta quinta-feira, dia 23, o mercado buscou suporte em meio à valorização do petróleo e à fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes.

Em mais um dia de muita volatilidade, a previsão de chuvas e temperaturas amenas na Argentina, favorecendo o plantio, pressionou as cotações. As perdas só não foram maiores porque ainda há preocupação com o clima seco nesta país.

Nesta quarta-feira, 22, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que os exportadores privados americanos venderam 130 mil toneladas de soja para a China.

A Brandalizze Consulting indica que normalmente o feriado americano de Ação de Graças serve de divisor entre o final da safra e das entregas de contratos de grãos realizados antecipadamente para a fase que os produtores armazeman os grãos no inverno. Segundo a empresa, tradicionalmente os indicativos em Chicago são maiores depois do feriado, com mais compradores no mercado e menos produtores dispostos a vender.

Um exemplo dessa possível ligeira subida é que o mercado técnico já caminha para consolidar todos os contrados cotados na faixa dos US$ 10 por bushel em diante. O spot chegou a atingir US$ 9,99, mas não conseguiu quebrar esta marca.

Aqui no Brasil os preços da soja acompanharam a movimentação de Chicago. O dólar, por outro lado, caiu pelo quarto pregão seguido. Houve rumores de aproximadamente 15 mil toneladas da oleaginosa negociadas na região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. As demais regiões não registraram negócios relevantes.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Janeiro/2018: 9,89 (-1 cent)
Março/2018: 10,00 (-1 cent)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Passo Fundo (RS): 69,00
Cascavel (PR): 70,00
Rondonópolis (MT): 64,00
Dourados (MS): 65,30
Porto de Paranaguá (PR): 74,50
Porto de Rio Grande (RS): 74,00
Santos (SP): 74,00
São Francisco do Sul (SC): 74,00
Missões (RS): 68,50
Fonte: Safras & Mercado e Brandalizze Consulting
Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou em queda pelo quarto pregão seguido, com perdas de 0,52%, a R$ 3,235 na venda, com um cenário de maior apetite ao risco no exterior e maior otimismo em relação à aprovação da reforma da Previdência. Este foi o menor valor da moeda americana em quase um mês.

O Ibovespa encerrou com queda de 0,1%, aos 74.518 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,585 bilhões.

Milho
O milho em Chicago fechou o dia com preços mais altos. Em uma sessão marcada por poucos negócios, o mercado buscou suporte na boa alta dos preços do petróleo e na fraqueza do dólar frente às moedas correntes.

Por conta do feriado nos Estados Unidos, a Bolsa de Chicago permanecerá fechada nesta quinta-feira, retomando os negócios na sexta, com um horário diferenciado.

Fundamentalmente o mercado segue concentrado na conclusão da colheita do cereal no meio oeste norte-americano, que é sem duvida o grande elemento de pressão de baixa. Já os modelos climáticos envolvendo a América do Sul, com ênfase na situação da Argentina, seguem altamente relevantes para a formação de tendência de curto e de médio prazo.

No mercado interno, houve uma maior movimentação nos negócios com o milho.
Os consumidores estão com estoques mais confortáveis no momento, o que pode promover mudanças no perfil de comercialização ao longo da semana, com produtores e cooperativas mais ativos no mercado. No porto, as indicações de preços para o mercado disponível seguem desinteressantes para a venda.

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel
Dezembro/2017: 3,45 (+0,25 cent)
Março/2018: 3,57 (+0,75 cent)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg
Rio Grande do Sul: 32,00
Paraná: 28,00
Campinas (SP): 31,00
Mato Grosso: 21,00
Porto de Santos (SP): 29,00
Porto de Paranaguá (PR): 28,00
São Francisco do Sul (SC): 28,00
Fonte: Safras & Mercado

Café
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços modestamente mais altos. O mercado manteve uma postura de consolidação após as quedas recentes.

No entanto, o potencial para uma safra recorde no Brasil no próximo ano limita qualquer reação mais efetiva nos preços, enquanto as vendas de produtores locais desaceleram na medida em que eles esperam para ver o quanto as cerejas vão se firmar nas árvores após uma estiagem prolongada e incomum para a época.

O Rabobank estima um superávit global de oferta de 3 milhões de sacas na temporada 2018/2019, principalmente de café arábica, ante um déficit de 4,7 milhões de sacas no ciclo 2017/2018.

Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) para o café robusta conilon encerrou a quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações tocaram em mínimas de cinco meses, enfraquecidas por vendas de fundos de investimento associadas com uma potencial safra recorde para o Vietnã, que é o maior produtor mundial de café robusta.

Segundo analistas, é grande o fluxo de café vietnamita, com a colheita progredindo bem no país asiático. Mais cedo nesta semana, o Rabobank divulgou estimativa apontando que o Vietnã deve colher uma safra recorde neste ano, totalizando 28,7 milhões de sacas, bem acima da projeção de 25,5 milhões de sacas da Organização Internacional do Café (OIC).

Brasil
Aqui no Brasil, o mercado brasileiro teve um dia de preços estáveis para o arábica e de alta para o conilon. O ritmo de negócios continuou lento, com registros regionalizados. Já a demanda da indústria para os cafés mais fracos continua forte, o que vem sustentando os preços desses tipos de qualidade inferior.

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso
Março/2018: 127,00 (+0,35 ponto)
Maio/2018: 129,25(+0,35 ponto)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada
Novembro/2017: 1.757 (-US$ 44)
Janeiro/2018: 1.744 (-US$ 39)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg
Arábica/bebida boa – Sul de MG: 455-460
Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 460-465
Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 415-420
Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 365-370

Boi
O mercado físico do boi gordo teve preços entre estáveis a mais altos nas principais regiões de produção do Brasil nesta quarta-feira. Os frigoríficos encontram alguma dificuldade na composição das suas escalas de abate, que estão posicionadas entre dois a três dias úteis.

A oferta reduzida de animais terminados e a melhora no escoamento neste mês exerce pressão de alta no mercado do boi gordo.

O mercado atacadista também segue com preços firmes. Segundo a Scot Consultoria, desde o início do mês, o valor da carne bovina com osso apresentou valorização de 2,6%, evidenciando a melhoria da demanda, o que colaborou com a alta de preços da arroba.

Para o curto prazo, o viés ainda é de alta nos preços, uma vez que essa reposição entre atacado e varejo está mais acelerada.

Boi gordo no mercado físico - R$ por arroba
Araçatuba (SP): 141,00
Belo Horizonte (MG): 137,00
Goiânia (GO): 132,50
Dourados (MS): 131,50
Mato Grosso: 125,50-127,00
Marabá (PA): 132,00
Rio Grande do Sul (oeste): 4,50 (kg)
Paraná (noroeste): 137,00
Tocantins (norte): 134,00
Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria
Previsão do tempo

A madrugada desta quinta-fera segue com a persistência de nebulosidade entre o Norte e o Sudeste do país. Um sistema que atua nesta região deixa a atmosfera instável e traz chuva.

No Sul, a atuação de uma massa de ar fria deixa o tempo firme e a sensação é de frio, especialmente no Rio Grande do Sul, que em conjunto com os ventos deixa a sensação térmica bastante baixa.

No Nordeste, o céu segue com poucas nuvens e tempo firme na maior parte da faixa litorânea, com nebulosidade na metade continental.

Sul
O tempo volta a abrir nos três estados do Sul com o avanço de uma massa de ar mais seco, que também garante maior amplitude térmica. As temperaturas caem na campanha gaúcha, nas serras gaúcha e catarinense e também no sul do Paraná.

O frio das primeiras horas da manhã pode gerar geadas na relva dos pontos mais altos de Santa Catarina, de forma fraca. Por outro lado, a presença do sol na maior parte do dia garante uma tarde mais confortável no Sul do país.

Até o fim o dia uma nova frente fria se forma entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e provoca chuva no extremo sul gaúcho, sem potencial para transtornos.

Sudeste
A chuva segue espalhada por grande parte do Sudeste do Brasil. Os valores mais elevados ainda ocorrem em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, vale do paraíba, em São Paulo, e cidades paulistas que fazem divisa com Minas Gerais.

A chuva é generalizada especialmente no norte fluminense e vale do rio doce. No centro-oeste paulista e nas áreas de divisa com o Paraná, o tempo fica firme e com as temperaturas agradáveis na parte da tarde.

Centro-Oeste
A chuva perde intensidade em Mato Grosso, mas continua intensa no estado de Goiás e Distrito Federal. O calor volta a ganhar mais força no norte de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul.

Neste último estado tem previsão de mais aberturas de sol e a chuva fica restrita para a metade norte e mesmo isolada, pode ser acompanhada por queda de granizo. Ainda, no extremo sul de Mato Grosso do Sul há maior amplitude térmica com friozinho pela manhã e calor à tarde.

Nordeste
O tempo fica firme entre o Ceará e o Sergipe. Em todas as demais áreas nordestinas há previsão de pancadas de chuva alternadas por períodos de tempo firme. No entanto, o tempo segue abafado em todos os estados.

Norte
O calor e a umidade formam nuvens carregadas que provocam pancadas de chuva a qualquer hora do dia. São esperadas trovoadas e a chuva ocorre alternada por períodos de tempo firme. Apenas no Amapá é que não há previsão para chover e o sol predomina com poucas nuvens.
Fonte: Somar Meteorologia

FONTE: Canal Rural
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