Sexta-Feira, 17 de Agosto de 2018
Pecuária
7 dicas para a implantação de uma pastagem produtiva
29/09/2017
Um bom sistema é fundamental para conseguir forragem de boa qualidade e atender as exigências nutricionais do rebanho.

Para conseguir retorno na pecuária é fundamental investir em uma boa alimentação para os animais. Planejar o sistema de pastagem é fundamental para conseguir uma forragem de qualidade e atender as necessidade dos rebanho. Especialistas em nutrição animal afirmam que a pastagem é um dos principais fatores que interferem na produção. Entre os benefícios principais estão a redução dos custos de produção e produtos, seja carne ou leite, com mais qualidade.

Com o objetivo de ajudar o produtor a manter a pastagem produtiva e agregar valor ao seu rebanho, o engenheiro agrônomo Robson Mengatti, coordenador de desenvolvimento tecnológico da Barenbrug, deu algumas orientações sobre como implantar a pastagem mantendo a produtividade em alta. Entre as dicas estão cuidados com o solo, monitoramento da área e o momento do plantio, confira.

1- Características da área
Definir as características da área a ser plantada e identificar os fatores limitantes como regime pluviométrico, estrutura do solo, ocorrência de pragas e qualidade da mão-de-obra disponível é importante para obter um bom resultado. Segundo Mengatti, essas características são decisivas e podem levar ao insucesso caso não seja escolhida uma forrageira que se adeque a essas limitações.

2- Análise do solo
É recomendado fazer uma amostragem criteriosa do solo da área a ser reformada. De acordo com o engenheiro agrônomo, as glebas devem ser homogêneas. “Recomenda-se um tamanho máximo de 20 hectares, de onde devem ser amostrados de 15 a 20 pontos”, afirma Mengatti. Deve-se evitar áreas próximas a malhadouros, cochos, bebedouros, formigueiros e demais pontos que não representem a situação média de fertilidade da área.

3- Escolha da forrageira
A forrageira deve ser escolhida de acordo com as condições do sistema e da região. No geral, as plantas mais produtivas também são as mais exigentes em fertilidade e cuidados de manejo. “O grupo das mais exigentes inclui a maioria dos panicuns, capins-elefante e os tiftons. O grupo intermediário inclui as braquiárias de uma forma geral e alguns panicuns, como o massai. Já o grupo menos exigente é formado pela braquiária decubens, as humidícolas e andropogon”, diz o especialista da Barenbrug.

4- Preparo do solo
O solo deve ser preparado para receber as sementes. As etapas e implementos utilizados são muito variáveis em função das condições do terreno e também deve-se levar em conta a disponibilidade de maquinário. Geralmente, recomenda-se que no momento do plantio o solo esteja corrigido, preparado mecanicamente e livre de restos vegetais.

5- Semeadura correta da pastagem
A forma como a semente vai chegar ao solo pode ser variável (semeadura aérea, em linha, a lanço ou manualmente), mas é muito importante que o produtor cubra as sementes após o plantio ou pelo menos faça o uso de um rolo compactador. “Resultados experimentais mostram que a diferença de germinação entre sementes jogadas na superfície e enterradas a um centímetro de profundidade pode ser até três vezes superior para o segundo caso, passando de 23% para 70% de emergência”, diz Mengatti.

6- Monitoramento de pragas
Após o plantio, é importante monitorar frequentemente o pasto em relação ao ataque de pragas e infestação de daninhas principalmente. Caso siga a dica anterior, de cobertura/compactação das sementes, em virtude da maior emergência de plântulas e cobertura de solo, esses problemas são significativamente minimizados, além de poder adiantar o pastejo em algumas semanas. Contudo, o monitoramento deve ser constante para evitar surpresas desagradáveis. “Para confirmar que o pasto foi bem iniciado, deve constatar pelo menos de 10 a 20 plântulas no caso das braquiárias e 30 a 40 no caso dos panicuns”, diz o especialista.

7- Primeiro pastejo
O momento do primeiro pastejo é o ponto final da formação do pasto. Nessa fase, como existe geralmente uma quantidade maior de plântulas do que realmente via ficar estabelecido na área, e as mesmas se encontram adensadas, competindo por recursos, a altura de entrada dos animais é ligeiramente superior ao recomendado no pasto estabelecido.

Essa é uma avaliação subjetiva e difícil de estabelecer parâmetros claros, mas o produtor deve olhar a arquitetura das plantas. Quando as folhas de cima começam a se dobrar e o pasto deixa de ter o aspecto inicial de folhas “espetadas”, o produtor pode colocar os animais. Segundo o engenheiro agrônomo, esse pastejo deve ser intenso, com muitos animais, e ter uma duração curta. O objetivo é fazer um desponte inicial, permitindo que entre luz na base da touceira e isso vai estimular o perfilhamento e melhor estruturação da planta.

FONTE: SF Agro
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